INQUISIÇÃO MEDIEVAL, MULHERES E PRÁTICAS DE TORTURA

IFFar-FW

ANA JúLIA AUMONDI 1 ; MARIA ALICE ESPANHOL RONNING 2 ; SOFIA EDUARDA NARLO DA SILVA 3 ; ANA MARIA KOPESKI PIOVESAN 4 ; GABRIEL JOãO VALGARENGHI 5 ; NICOLI MARCOTTO DAL MAGRO 6 ; MARCOS JOVINO ASTURIAN (2100614) 7
1AUMONDI, Ana Júlia , e-mail: ana.27063@aluno.iffar.edu.br 2RONNING, Maria Alice Espanhol, e-mail: maria.34080@aluno.iffar.edu.br 3SILVA, Sofia Eduarda Narlo da, e-mail: sofia.18004@aluno.iffar.edu.br 4PIOVESAN, Ana Maria Kopeski, e-mail: ana.24047@aluno.iffar.edu.br 5VALGARENGHI, Gabriel João, e-mail: gabriel.51065@aluno.iffar.edu.br 6DAL MAGRO, Nicoli Marcotto, e-mail: nicoli.08073@aluno.iffar.edu.br 7ASTURIAN, Marcos Jovino, e-mail: marcos.asturian@iffarroupilha.edu.br

O presente trabalho objetiva analisar a relação entre a Inquisição Medieval, as mulheres e as práticas de tortura, considerando como o imaginário religioso e as estruturas sociais contribuíram para a construção das noções de heresia e desvio. O referencial teórico fundamenta-se principalmente na obra do historiador francês Jacques Le Goff para compreender representações, mentalidades e relações entre sagrado, profano e sobrenatural. Ademais, o autor auxilia na análise da tortura, do processo inquisitorial e da confissão. A metodologia consiste em pesquisa bibliográfica, qualitativa e histórica, baseada na análise de obras historiográficas e documentos medievais relacionados à Inquisição, à religiosidade e às experiências femininas. A perspectiva teórica articula História Cultural e História das Mentalidades, valorizando o imaginário como instrumento para interpretar práticas, crenças e representações socialmente construídas. Os resultados indicam que mulheres foram inseridas em relações de poder marcadas por normas religiosas e sociais, podendo ser associadas a práticas consideradas heréticas. A análise também evidencia que a tortura integrou procedimentos inquisitoriais específicos e juridicamente regulados, sendo empregada sobretudo para obtenção de confissões, sem constituir prática indiscriminada. A abordagem permite compreender que a perseguição não dependia apenas de acusações individuais, mas de um universo cultural no qual a autoridade religiosa definia fronteiras entre ortodoxia e desvio, atingindo mulheres de maneiras específicas. Conclui-se que compreender a Inquisição exige relacionar suas práticas repressivas ao imaginário religioso medieval, evitando interpretações anacrônicas e reconhecendo a complexidade das experiências femininas.

Referências bibliograficas:

Palavras chaves: Inquisição; Idade Média; Mulheres; Tortura.

Obs.: Este resumo contém 232 palavras