Carijada da Erva-mate: da colheita à secagem

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ERIKA VITóRIA BRUM KUSTER 1 ; EMANOEL FELIPE LAMB GRUN 2 ; LUCAS HELIO TOCOLINI 3 ; MARIANE GABRIELY FONSECA 4 ; PEDRO HERIQUE MOCELIN LUCCA 5 ; PIETRO RUPULO 6 ; JOãO BATISTA ROSSETTO PELLEGRINI 7
1Kuster, e-mail: erika.33036@aluno.iffar.edu.br 2grun, e-mail: emanoel.12085@aluno.iffar.edu.br 3Tocolini, e-mail: lucas.44037@aluno.iffar.edu.br 4Fonseca, e-mail: mariane.72022@aluno.iffar.edu.br 5Lucca, e-mail: pedro.31020@aluno.iffar.edu.br 6Rupulo, e-mail: pietro.73054@aluno.iffar.edu.br 7Pellegrini, e-mail: joao.pellegrini@iffarroupilha.edu.br

A erva-mate (Ilex paraguariensis) é considerada um dos mais importantes símbolos da integração entre as culturas indígenas e a gaúcha, estando presente em grande parte da Região Sul do Brasil e também em países vizinhos da América Latina. O preparo da erva-mate colhida nas matas nativas era realizada pelos povos Guaranis e Caingangues em um método ancestral que passou a ser conhecido como carijo ou carijada. Diferente do processo industrial moderno, esse sistema confere à erva-mate um sabor e aroma defumados, resultantes da secagem lenta e cuidadosa sobre fogo brando. Portanto, o resgate e manutenção deste processo tradicional da colheita e secagem na carijada da erva-mate transcende a simples produção de um insumo para o chimarrão. Ele atua como um mecanismo de resistência cultural e preservação da erva-mate e da biodiversidade regional. O objetivo deste trabalho é demonstrar o processo de secagem da erva-mate para o chimarrão na tradicional carijada, evidenciando as boas práticas e os cuidados técnicos indispensáveis em todas as suas etapas.Este trabalho buscará mostrar as etapas de processamento da erva-mate desde a colheita até a sua secagem no carijo. A erva-mate utilizada para a carijada será colhida em plantas existentes na área do campus. A colheita será feita por meio de poda manual dos ramos com uso de tesouras e serrotes, os quais serão imediatamente transportados para o local da carijada. A próxima etapa será o sapeco dos ramos com folhas, a qual consiste na fase inicial e crucial no processamento de secagem da erva-mate. Nesta etapa os ramos e folhas verdes recém colhidos passam por um choque térmico rápido em contato direto com labaredas de um fogo de chão. Esse processo paralisa a fermentação, preserva a cor verde intensa e retira a umidade superficial, garantindo a qualidade da erva para o chimarrão. Depois disso vem o enfeixamento da erva-mate para ser colocada para secagem. Esta etapa consiste em atar pequenos ramos já sapecados em feixes compactos, facilitando o manejo, o transporte e a organização correta sobre o jirau do carijo. Posteriormente a erva passará pela fase de secagem que deve ser lenta e uniforme pelo calor brando do fogo e fumaça, num período aproximado de 18 a 20 horas. A secagem será iniciada na tarde da terça-feira e finalizada na manhã do dia seguinte. Durante a noite será mantida uma “ronda” para garantir o fogo acesso e evitar que ocorra a queima acidental da erva. A partir de então a erva estará pronta para as fases finais do processamento que são o cancheamento, a socagem e a embalagem. Espera-se com este trabalho mostrar ao público presente que o processamento artesanal da erva-mate não é tão complicado de ser realizado e poderá ser útil para as pessoas produzirem a sua própria erva para o consumo ou para a comercialização de um produto com características diferenciadas.

Referências bibliograficas:

Palavras chaves: Erva-mate, chimarrão, cultura, carijada

Obs.: Este resumo contém 468 palavras