Álcool: O Impacto invísivel no cérebro

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ANA JULIA DANTAS DE CASTRO 1 ; JULIA AVILA PESSOTTO 2 ; NATHIELY SORANZO SABADIN 3 ; PATRíCIA PASINI 4 ; DAVI SILVA DALBERTO 5
1Castro, A. J. D, e-mail: ana.54433@aluno.iffar.edu.br 2Pessoto, J. A., e-mail: julia.57061@aluno.iffar.edu.br 3Sabadin, N. S, e-mail: nathiely.50022@aluno.iffar.edu.br 4Pasini, P., e-mail: patricia.40023@aluno.iffar.edu.br 5Dalberto, D. S., e-mail: davi.dalberto@iffarroupilha.edu.br

O álcool é uma substância que afeta o cérebro. Ele atua diretamente no sistema nervoso central e interfere na comunicação entre os neurônios. Isso altera funções como memória, atenção, coordenação motora, julgamento e controle das emoções. Seus efeitos ocorrem principalmente devido a mudanças na atividade dos neurotransmissores. O álcool aumenta a ação inibitória do GABA e diminui a atividade do glutamato, ele pode se tornar um vício, pois ao ser consumido, ativa o sistema de recompensa do cérebro e libera dopamina, causando sensação de prazer e relaxamento. Com o consumo frequente, o cérebro se adapta e passa a precisar de mais álcool para obter o mesmo efeito, levando à tolerância. Com o tempo, pode surgir dependência, fazendo a pessoa sentir forte vontade de beber e apresentar sintomas de abstinência quando para. Assim, seu consumo pode levar, a princípio, à desinibição e às mudanças na percepção. Depois, surgem problemas de forma sistemática, no raciocínio e na tomada de decisões. O cérebro em desenvolvimento é mais suscetível aos efeitos do álcool. Estudos brasileiros mostram que o consumo durante a adolescência pode atrapalhar a maturação do cérebro. Isso pode estar associado a problemas de memória e aprendizado, além de mudanças no hipocampo e nas áreas frontais que lidam com planejamento, controle de impulsos e regulação emocional. A dimensão do problema também aparece nos dados nacionais. A PeNSE 2024, conforme o Ministério da Justiça e Segurança Pública, constatou uma queda na experimentação e no consumo recente de álcool entre adolescentes de 13 a 17 anos, em comparação com 2019. No entanto, o início precoce do consumo continua sendo uma preocupação. Por isso, entender os efeitos do álcool no cérebro é essencial para fortalecer ações de prevenção e educação em saúde, especialmente entre adolescentes e jovens. Isso ajuda na tomada de decisões mais conscientes e na redução de danos relacionados ao consumo.

Referências bibliograficas:

BRASIL. Ministério da Justiça e Segurança Pública. *Prevalência do uso de substâncias por crianças e adolescentes: álcool*. Brasília, 2026.

COUTINHO, ESF et al. Consumo de álcool entre adolescentes brasileiros segundo Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE 2012). *Revista Brasileira de Epidemiologia*, v. 17, supl. 1, 2014.

MALTA, DC et al. Fatores sociodemográficos e comportamentos de risco associados ao consumo do álcool: um recorte do ERICA. *Saúde em Debate*, v. especialmente. 4, 2018.

VIDA SAUDÁVEL. Álcool no organismo: saiba o que acontece e como eliminar. 2025.

Palavras chaves: álcool, cérebro, adolescentes

Obs.: Este resumo contém 307 palavras