IFFar-FW
O DNA (ácido desoxirribonucleico) armazena as informações genéticas transmitidas entre gerações, possibilitando sua aplicação na investigação de relações de parentesco, como nos testes de paternidade. No entanto, a natureza abstrata de conceitos como ácidos nucleicos, genes, hereditariedade e transmissão de características pode dificultar sua compreensão. Nesse contexto, metodologias de investigação e simulações de casos reais podem conferir ao ensino de Ciências e Biologia um caráter problematizador, favorecendo um diálogo mais estreito entre a teoria e a prática (Neves, 2014). Este trabalho tem como objetivo analisar o uso de simulações didáticas envolvendo testes de paternidade e, a partir dos resultados encontrados, fundamentar a elaboração de uma atividade prática a ser apresentada na Mostra de Ciências. Metodologicamente, realizou-se uma pesquisa de revisão bibliográfica, analisando trabalhos de Neves (2014) e Maracajá et al. (2022). Os trabalhos consultados indicam que o uso de simulações de testes de paternidade, resolução de situações-problema e a comparação de perfis de DNA são estratégias eficientes no contexto educacional. Nos artigos analisados, foi observado que essas práticas abordam conteúdos fundamentais como DNA, bases nitrogenadas, hereditariedade, genética mendeliana, biologia molecular, além da identificação genética. Como evidências de aprendizagem, os autores relataram maior interesse e participação dos estudantes, melhor compreensão dos conceitos teóricos, aproximação com a realidade e promoção de uma aprendizagem significativa (Neves, 2014; Maracajá et al., 2022). Em contrapartida, as pesquisas apontaram dificuldades relacionadas à complexidade inerente aos conteúdos de genética, à necessidade de conhecimentos prévios e ao papel indispensável da mediação do professor durante as atividades (Neves, 2014; Maracajá et al., 2022). Conclui-se que as simulações de testes de paternidade apresentam potencial como estratégia didática para promover a compreensão de conceitos genéticos e aproximar os estudantes de situações práticas, embasando a elaboração da atividade a ser apresentada na Mostra de Ciências.
Referências bibliograficas:
NEVES, Ana Paula Pereira. De Mendel aos testes de paternidade: ensinando genética e biologia molecular numa perspectiva investigativa. Faculdade de Educação, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2014. Disponível em: https://repositorio.ufmg.br/server/api/core/bitstreams/0433cd92-d9d5-4bd9-8d28-038299ba1354/content. Acesso em: 13 ago. 2026.
MARACAJÁ, Maria Celina Sarmento; CABRAL, Simone Mendes; AGUIAR, Cristiane Tavares de; SOUTO, Rosangela Alves. Desmistificando o teste de paternidade em sala de aula. In: CASTRO, Paula Almeida de; SILVA, Gessika Cecília Carvalho da; SILVA, Alex Vieira da; SILVA, Givanildo da; CAVALCANTI, Ricardo Jorge de Sousa (org.). Escola em tempos de conexões. v. 2. Campina Grande: Realize Editora, 2022. vol. 2. E-book. ISBN 978-65-86901-50-4. DOI: 10.46943/VII.CONEDU.2021.02.017. Disponível em: https://www.editorarealize.com.br/artigo/visualizar/82129. Acesso em: 14 ago. 2026.