A influência das brincadeiras no desenvolvimento infantil

IFFar-FW

JONATHAN MIRANDA RODRIGUES 1 ; LARA KRASNIEVICZ 2 ; LUíSA SPERANDIO SCARIOT 3 ; STEFANI GIACOMINI 4 ; GRAZIELA DA SILVA MOTTA 5
1RODRIGUES, J. M., e-mail: jonathan.12030@aluno.iffar.edu.br 2KRASNIEVICZ, L. , e-mail: lara.76020@aluno.iffar.edu.br 3SCARIOT, L. S., e-mail: luisa.52085@aluno.iffar.edu.br 4GIACOMINI, S. , e-mail: stefani.81075@aluno.iffar.edu.br 5MOTTA, G. S. , e-mail: graziela.motta@iffarroupilha.edu.br

As brincadeiras infantis sempre fizeram parte da infância e são muito mais que uma forma de entretenimento. É por meio delas que as crianças descobrem o mundo e desenvolvem habilidades importantes para a vida. Enquanto brincam, elas exploram a imaginação, desenvolvem a criatividade, aprendem a resolver problemas e constroem conhecimento de maneira natural. Pensando nisso, esse trabalho tem como objetivo compreender como as brincadeiras influenciam no desenvolvimento infantil e refletir sobre os impactos que o uso excessivo das telas pode causar nessa fase da vida. Ao longo do estudo, ficou evidente que brincar é uma necessidade da infância e desempenha um papel essencial no desenvolvimento físico, cognitivo, emocional e social das crianças. Brincadeiras como correr, pular, desenhar, montar brinquedos e jogar bola estimulam a coordenação motora, o raciocínio lógico, a comunicação, a criatividade e a interação social. Em compensação, o uso excessivo das telas e jogos online tem despertado a preocupação de especialistas. De acordo com uma reportagem do G1, publicado em 2026, muitas crianças passam mais tempo do que o necessário e recomendado em frente às telas, reduzindo o tempo destinado às brincadeiras, às atividades físicas e ao convívio com a família e os amigos, o que é fundamental para o desenvolvimento saudável de uma criança. O excesso de telas também pode afetar a qualidade do sono, a concentração e favorecer o sedentarismo. Embora a tecnologia possa oferecer na maioria das vezes conteúdos educativos e momentos de lazer, ela não deve substituir as experiências que são proporcionadas pelas brincadeiras presenciais. Essa realidade reforça a reflexão de Lya Luft, uma escritora que afirma que “a infância é um chão que pisamos a vida inteira”. Essa frase mostra que as experiências vividas na infância influenciam diretamente na formação de personalidade e habilidades que levaremos para a vida adulta. Isso é ainda mais importante nos primeiros seis anos de vida, período em que ocorre o maior desenvolvimento do cérebro. Nessa fase, a criança aprende com rapidez por meio das brincadeiras e das experiências vividas no dia a dia. Quando recebe atenção, estímulos e oportunidades para brincar, ela desenvolve habilidades que a acompanharão por toda a vida. Por outro lado, quando esse tempo é substituído pelo uso excessivo de telas e jogos online, a criança pode perder experiências fundamentais para seu desenvolvimento, já que é nessa etapa que são construídas as bases da aprendizagem, da socialização e do desenvolvimento emocional. Dessa forma, conclui-se que as brincadeiras continuam sendo indispensáveis para o desenvolvimento infantil. Embora a tecnologia faça parte do cotidiano das crianças e possa oferecer benefícios quando utilizada de forma certa e equilibrada, ela não deve substituir as brincadeiras e a interação social. Valorizar as brincadeiras é investir no desenvolvimento das crianças, incentivando hábitos saudáveis e preparando-as para enfrentar os desafios da vida de forma mais equilibrada.

Referências bibliograficas:

TV TEM. Uso excessivo de telas preocupa especialistas e acende alerta para o desenvolvimento infantil. G1, Sorocaba e Jundiaí, 14 jan. 2026. Disponível em: .

APROCAF. A infância é um chão que pisamos a vida inteira (Lya Luft). Lucélia/SP: Aprocaf, 19 ago. 2025. Disponível em: .

Palavras chaves: Brincadeiras; Desenvolvimento infantil; Crianças; Telas

Obs.: Este resumo contém 464 palavras