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No Egito Antigo, a morte era vista como uma passagem para uma nova vida, e não como o fim da existência. Essa crença na vida após a morte fazia parte da cultura e da religião egípcia. Este trabalho tem por objetivo a compreensão sobre a concepção a respeito da morte e como eles a tratavam em vida, destacando seus rituais, objetos e oferendas, deuses e o legado deixado para a eternidade. A pesquisa foi desenvolvida mediante consultas disponíveis na internet e pesquisas bibliográficas em que verificou-se os principais aspectos do Egito Antigo que contribuíam para a continuidade bem-sucedida no além. A preparação para a morte, no Egito Antigo, começava ainda em vida. Os egípcios acreditavam que a continuidade da existência no além dependia da conservação do corpo e do fornecimento de alimentos, o que os levava a construir túmulos que serviam de morada ao cadáver, decorados com trechos do Livro dos Mortos e acompanhados de oferendas destinadas a sustentar a alma na vida após a morte (EGYPT TOURS PORTAL, 2025). Dentro desse conjunto de crenças, a mumificação surgia como a prática funerária mais importante, consistindo basicamente em retirar os órgãos internos, com exceção do coração, secar o corpo com natrão e envolvê-lo em faixas de linho, a fim de preservar sua forma física para a eternidade. Um exemplo célebre é o da nobre egípcia Santenay, mumificada há cerca de 3.500 anos, cujos órgãos foram embalsamados com bálsamos contendo cera de abelha, betume e resinas vegetais, substâncias que, segundo estudos químicos recentes, apresentavam propriedades antifúngicas e antimicrobianas e evidenciam o conhecimento técnico avançado dos egípcios sobre conservação de corpos (HUBER et al., 2023). Esse cuidado com o corpo, aliado à observação prática exigida pela mumificação, também deixou um legado científico: o Papiro de Edwin Smith, de cerca de 1600 a.C., reúne conhecimentos sobre ferimentos, diagnósticos e tratamentos, tornando-se um dos primeiros registros médicos da história (ALLEN, 2005). Conclui-se que a morte no Egito Antigo era vista como uma passagem para uma nova vida. Por isso, os egípcios valorizavam os rituais, a mumificação e as oferendas, buscando garantir uma boa jornada para o além. Essas práticas demonstram a importância da religião e da crença na vida após a morte para a cultura egípcia.
Referências bibliograficas:
ALLEN, James P. The Art of Medicine in Ancient Egypt. New York: Metropolitan Museum of Art; Yale University Press, 2005.
EGYPT TOURS PORTAL. As Tumbas do Egito Antigo e o Caminho para a Vida Após a Morte. 2025. Disponível em: https://pt.egypttoursportal.com/blog/egito-antigo/tumbas-antigo-egito/. Acesso em: 11 ago. 2026.
HUBER, Barbara et al. Biomolecular characterization of 3500-year-old ancient Egyptian ˜mummification balms from the Valley of the Kings. Scientific Reports, v. 13, art. 13927, 2023. Disponível em: https://www.nature.com/articles/s41598-023-39393-y Acesso em: 3 ago. 2026.