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O movimento tradicionalista gaúcho consiste em um conjunto de atividades culturais inspiradas nas vivências rurais dos antepassados que habitavam a região Sul do Brasil, principalmente ligados à agricultura e à pecuária. Essas práticas contribuíram para a formação do folclore e da cultura gaúcha, manifestados por meio de atividades campeiras, danças tradicionais, indumentárias, música nativista e da valorização de animais como os cavalos. Atualmente, o tradicionalismo se mantém por meio de comunidades e entidades como os Centros de Tradições Gaúchas (CTGs), Departamentos de Tradições Gaúchas (DTGs) e piquetes. Dessa forma, este trabalho tem como objetivo investigar a importância do tradicionalismo gaúcho nos contextos social e econômico em que está inserido. Para isso, foram utilizados estudos bibliográficos sobre o meio tradicionalista, buscando analisar as relações sociais e produtivas que influenciam o funcionamento e a atuação desse movimento no estado do Rio Grande do Sul. Com base no estudo “A moderna tradição gaúcha”, de Celso Konflanz, e em registros históricos disponíveis na biblioteca da 25ª Região Tradicionalista, observa-se que o tradicionalismo constitui uma importante forma de manifestação cultural na sociedade rio-grandense. Ademais, seus impactos estão relacionados à ampla representação do ruralismo presente na identidade da população do estado, sendo manifestada também pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG). Os resultados indicam que o tradicionalismo exerce influência em diferentes setores da sociedade gaúcha, especialmente na economia, no setor agropecuário e na construção das relações entre a população e os elementos culturais e históricos do Rio Grande do Sul.
Referências bibliograficas:
GARCIA, Celso Dionatan Konflanz. A moderna tradição gaúcha: um estudo sociológico sobre o tradicionalismo gaúcho. 2013. 180 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Sociais) – Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2013.