AUTOMEDICAÇÃO E EFEITO PLACEBO – QUESTÕES DE SAÚDE PÚBLICA

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ANA LAURA BULEGON RIBEIRO 1 ; HAIANE VITóRIA DE AVILA SOARES 2 ; JULIA DE OLIVEIRA MORINEL 3 ; MARIA ISABEL MARTINS 4 ; TAILANE SILVA DE SOUZA 5 ; THALIA DE CEZARO BERTOLOTTI 6 ; ANGELA PEDRETTI SOUCHIE 7
1Ana Laura Bulegon Ribeiro, e-mail: ana.31038@aluno.iffar.edu.br 2Haiane Vitória de Avila Soares, e-mail: haiane.53030@aluno.iffar.edu.br 3Julia de Oliveira Morinel, e-mail: julia.70005@aluno.iffar.edu.br 4Maria Isabel Martins, e-mail: maria.36090@aluno.iffar.edu.br 5Tailane Silva de Souza, e-mail: tailane.56060@aluno.iffar.edu.br 6Thalia de Cezaro Bertolotti, e-mail: thalia.58086@aluno.iffar.edu.br 7Angela Pedretti Souchie, e-mail: angela.souchie@iffarroupilha.edu.br

Por definição, a automedicação consiste no uso de medicamentos por conta própria, sem orientação de profissional habilitado (Vilaça, 2024), geralmente para tratar sintomas ou doenças autodiagnosticadas. Já o placebo, no contexto de medicação, pode ser entendido como uma substância ou procedimento sem ação farmacológica específica, sendo a sua eficiência relacionada a mecanismos psicológicos e pouco dependentes dos efeitos farmacológicos específicos. A abordagem destes assuntos é de extrema importância para a sociedade como um todo, uma vez que a publicidade e as informações disponíveis na internet e nas redes sociais atuam como um facilitador de automedicação (Naves et al., 2010) e, muitas vezes, esta automedicação se faz através de produtos de procedência e efeito farmacológico duvidosos, atuando apenas na percepção de melhoras dos sintomas, sem tratar da enfermidade propriamente dita, caracterizando o efeito placebo. Considerando estas informações, este trabalho foca na elucidação de conceitos sobre estas duas práticas, analisando fatores relacionados ao contexto terapêutico, como estes podem influenciar as respostas ao efeito placebo (Merighi; Ollita; Garcia, 1989) e as consequências à saúde que são desencadeadas através do uso indiscriminado de medicamentos. Para tanto, foi realizada revisão bibliográfica sobre os temas, abordando como os processos de diagnósticos por pessoas não habilitadas, a dispensação sem controle, o uso indiscriminado de medicamentos e a utilização inadequada destes constitui um problema de saúde pública (Vilaça, 2024), Espera-se, por final, que este trabalho atue como mecanismo de conscientização e transpareça seu objetivo de promover a saúde pública, podendo ser descrita a importância do uso de medicamentos associados às práticas corretas de diagnósticos e o tratamento de doenças com fármacos de efeitos terapêuticos específicos.

Referências bibliograficas:

MERIGHI, Miriam Aparecida Barbosa; OLLITA, Ivete; GARCIA, Thelma Ribeiro. Efeito placebo: implicações para a assistência e o ensino de enfermagem. Revista da Escola de Enfermagem da USP. São Paulo, v. 23, n. 2, p. 83-93, 1989.

NAVES, J. O. S. et al. Automedicação: uma abordagem qualitativa de suas motivações. Revista Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 15, n. 1, p. 1751-1762, 2010. DOI 10.1590/S1413-81232010000700087. Disponível em:

https://www.scielo.br/j/csc/a/FPDPyz65X6qTGNMHFwrnb8R/?format=pdf&lang=pt&ilang=pt_BR. Acesso em 10 ago. 2026.

VILAÇA, Beatriz Soares Ribeiro. A automedicação e os entraves para a saúde pública. Orientador: Profa. Tânia Adas Saliba. 2024. 63 f. Dissertação (Mestrado) – Universidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Odontologia, Araçatuba, 2024. Versão eletrônica.

Palavras chaves: automedicação; placebo; saúde pública.

Obs.: Este resumo contém 268 palavras